João Ramalho, Bartira e eu

por Pablo Nogueira em 19/04/2010

Atendendo a pedidos (leia-se ordem da chefe), e em comemoração ao dia do índio, vou escrever sobre as raízes quatrocentonas da minha família. Um dia desses, provoquei admiração (*) inesperada junto aos meus colegas quando revelei a eles que, por parte de mãe, minha árvore genealógica se inicia no casal formado pelo português João Ramalho e a índia tupi Bartira. Quer dizer, na verdade se inicia antes, com a mãe dela, Potira, e o pai, o cacique Tibiriçá, que, segundo me informa a Wikipedia, foi o primeiro índio batizado pelo padre José de Anchieta, e cujos restos estão enterrados no subsolo da catedral da Sé. Vejam só, e eu que nem sabia que a Sé tinha uma cripta.

A primeira vez em que fiquei sabendo desta ascendência ilustre tinha 9 anos. Minha mãe contou que um primo distante, de Minas, havia se dedicado a traçar a árvore genealógica da família, recorrendo a levantamentos em igrejas pelo interior de vários estados. A pesquisa havia revelado um parentesco entre nós e aquelas figuras históricas. Oba! Imediatamente minha imaginação se povoou de nobres de armadura, vivendo em castelos e ostentando símbolos heráldicos. Rigorosa, minha mãe disse que não podia assegurar que o tal do João Ramalho fosse nobre. Mas destacou que Tibiriçá era um bravo e poderoso cacique.

Só que naqueles tempos politicamente incorretos do Brasil do fim da Ditadura, os índios não tinham o menor apelo junto às crianças. Um brinquedo comum naquela época eram as miniaturas de Forte Apache, acompanhadas de bonecos de plástico de índios e de soldados da cavalaria norte-americana. Acho que a ideia era que, ao repetir durante anos a cena do massacre dos índios pelos soldados americanos – pois quem é que brincava de Forte Apache para que os soldados perdessem? –, a criança fosse absorvendo o conceito de que “índio bom era índio morto”, e outras jóias do pensamento colonialista. E se índio americano já não era grande coisa, o que dizer dos índios brasileiros? O pouco que aparecia na TV da época mostrava homens e mulheres pequenos e mal-vestidos, que falavam um português confuso, não atiravam nem caçavam búfalos. Careciam, em tudo, da altivez e do espírito guerreiro dos apaches e cherokees que, volta e meia, apareciam nos seriados americanos de que eu gostava. Enfim, para o moleque de 9 anos que eu era, saber-se descendente de um cacique brasileiro não trouxe nenhuma emoção. Preferi continuar fantasiando que tinha sangue nobre correndo nas veias.

Até que, maiorzinho, fui pesquisar a vida do tal do João Ramalho. Na era pré-internet não achei muita coisa, mas mesmo o pouco que descobri foi um choque de realidade. Para começar, ninguém sabe como ele chegou o Brasil. Quando Martin Afonso de Souza,a pedido de el rei, empreendeu a primeira expedição colonizadora do Brasil, em 1532, já encontrou João Ramalho por aqui, casado com uma índia e exercendo forte influencia junto à comunidade dos guaianases. Diz-se que Martin Afonso ficou espantado com a descoberta de um homem branco vivendo em tais circunstâncias. Se João Ramalho explicou ao navegador português as circunstâncias que o trouxeram a lugar tão ermo, a história não registrou. Os historiadores propuseram duas explicações: ou o navio em que ele estava naufragou, ou ele foi degredado. Ou seja, aprontou alguma, e recebeu como punição o desterro num lugar considerado inóspito. Outra variante sugere que ele era marrano, isto é, um dos judeus que viviam em Portugal e que se converteram ao cristianismo para escapar da brabíssima perseguição religiosa que varreu Portugal durante séculos, e que no fim fez com que o país perdesse para a Holanda boa parte da sua classe comercial. Talvez João Ramalho não tivesse aprontado nada e fosse apenas um judeu pobre tentando sobreviver numa sociedade que detestava judeus, até mesmo aqueles que renegavam o judaísmo, num gesto de desespero ou de astúcia.

Quando li a palavra “degredado”, toda a minha fantasia infantil de ser descendente de uma família de nobres medievais se estilhaçou. O nobre da história era Martin Afonso! Ele sim veio com as bênçãos da Coroa Portuguesa, comandando quatro naus e 400 pessoas, e se tornou donatário da capitania de São Vicente. Sua esposa era uma marquesa, dama de honra da imperatriz da Espanha. Eu não sei se tem algum descendente de Martin Afonso vivo hoje, mas, se tiver, é alguém que pode se orgulhar de ter uma origem 100% mainstream.

Mas, como ensinam os historiadores, o passar do tempo traz, também, a modificação das ideias, das sensibilidades sociais e das pessoas. E uma das modificações que ocorreram na sociedade brasileira, nas últimas duas décadas, foi da percepção do valor das populações indígenas que tivemos e temos. Hoje podemos ver que, embora os índios que aqui viviam antes de Cabral não possuíssem o mesmo grau de desenvolvimento tecnológico alcançado, por exemplo, por maias e astecas, eles seguiam um modo de vida sustentável. Aliás, os trabalhos dos arqueólogos que atuam na Amazônia estão mostrando que, no início da colonização portuguesa, a região era habitada por uma população numerosa, que sabia o jeito de combinar preservação e exploração dos recursos naturais – uma equação que nós ainda parecemos estar longe de solucionar. E a Amazônia brasileira é o recanto da Terra onde mais sobrevivem grupos indígenas isolados, uma riqueza cultural celebrada por antropólogos e humanistas de todo o planeta.

Esse processo foi bem refletido nos dois únicos censos oficias sobre população indígena já realizados no Brasil. Em 1991, quando pela primeira vez os pesquisadores do Censo perguntaram aos brasileiros quem se definia etnicamente como indígena, encontraram 294 mil indivíduos. O segundo levantamento, feito em 2002, identificou 734 mil. Conforme me explicou uma antropóloga especialista em demografia indígena, o que houve foi um aumento na auto-estima dos brasileiros com relação a sua herança indígena. E eu mesmo, quando passei uma semana convivendo com um dos grupos culturalmente mais “preservados” do Brasil, os índios awá-guajá da região amazônica do Maranhão, pude constatar que aquele povo pacífico e hospitaleiro podia ser tão fascinante quanto os ferozes apaches que povoaram minhas brincadeiras.

Quis o destino que, nos dois últimos anos, eu cursasse um mestrado numa universidade localizada próximo de uma rua Bartira e de uma rua João Ramalho – que, aliás, são paralelas, e por isso não se encontram. No cruzamento da Bartira com uma terceira rua abriu há algum tempo um bar e restaurante chamado “Bartira”, que celebra, no menu e na decoração, o amor entre os dois. Um sábado, depois de passar horas na biblioteca da universidade escrevendo, fui almoçar lá. No final da refeição, não resisti. Pedi para falar com o gerente e me identifiquei como descendente das duas nobres figuras históricas. Pensei que ele fosse me oferecer um desconto permanente, pedir para tirar uma foto comigo, me oferecer carteira de sócio-atleta… Enfim, qualquer coisa. Ele apenas levantou as sobrancelhas e disse: “Ah é? Que legal.” Fui embora meio chateado. E só ali, ao me ver chateado, percebi o quanto aprendi a valorizar a história de um português pobre e aventureiro e de um cacique e sua filha, que tiveram abertura para deixar para trás seus respectivos modos de vida tradicionais e apostarem num novo tipo de família, formada pela mistura de povos e culturas. Dessa família veio minha família. E dessa aposta na mistura veio o Brasil.

* Nota da redação: Pablo é o cara mais carioca que a gente conhece. Tira sarro do que ele chama de “cultura bandeirante”. Agora a gente não acredita mais nesse desdém. Nada mais paulistano que ser descendente de João Ramalho com Bartira!

{ 29 comentários… }

Mariana abril 20, 2010 às 0:58

Como esposa de um arqueólogo atuante na região Amazônica e entusiasta da difusão de um olhar menos enviesado sobre a população indígena no Brasil, tenho acompanhado esse debate como expectadora já há alguns anos.
Muito pertinente a discussão levantada, contada de modo tão leve e irreverente.
Parabéns pelo artigo!

Maricy Montenegro abril 23, 2010 às 22:55

Querido primo Pablo,
eu também sou descendente da india Bartira. Tenho uma árvore com os descententes dela até chegar no meu pai. Estou contente por encontrar mais um parente. Gostaria de conversar sobre Bartira e Joao Ramalho e visitarmos a cripta juntos.
Maricy Montenegro

João Humberto julho 21, 2010 às 23:46

Primo Plabo
Também sou descedente da Bartira. Tenho a árvore genealógica.

Anselmo Roberto de Castro Salles agosto 18, 2010 às 10:59

Pablo Nogueira.
Vi o seu comentário a respeito do João Ramalho e Bartira.
Vc. falou de um parente mineiro que fez a árvore genealogica. Não séria o DÁRIO CARDOSO VALE (PRADOS/MG)?
Também descendo do casal. Quero escrever alguma coisa sobre a figura do meus 18º avós.
João Ramalho foi uma figura iluminada, espirito elevado, e tinha uma missão no descobrimento do Brasil.
Vc. que gosta da história dos bandeirantes,já achou alguma relação com os cavaleiros TEMPLÁRIOS. Fica o mistério.
Anselmo/Uberaba/Minas Gerais/Triângulo Mineiro

eliana Corsi novembro 27, 2010 às 11:33

Caro parente Pablo
Minha sogra tinha o sobrenome de solteira Ramalho e na minha terra,Esp.Santo.doPinhal sp,muitos parentes são descendentes de João Maldonado(o que possuia a barba em forma de ramalhete,apelidado pelos índios de Ramalho).Algum conterrâneo, há muitos anos atrás pesquisou e fez a árvore genealógica da família de meu marido.Lá atrás, estava este casal,João e Bartira, muito considerado por todos nós,seus descendentes.Abraços!

Juliana junho 8, 2011 às 17:19

Oi Pablo!
Descobri, em um livro da família que a minha avó materna tem, que somos descendentes do casal Martim Afonso de Sousa e Ana Pimentel (sendo este o sobrenome que minha avó herdou). Geralmente as pessoas não ficam tão entusiasmadas quando eu conto… assim como aconteceu com você. Mas é tão legal saber quem são nossos antepassados, ainda mais quando eles fizeram a diferença na história do Brasil!
Um abraço!
Juliana

Mariana julho 27, 2011 às 3:24

Nossa Pablo, acho SURREAL você descender do João Ramalho!! Como podem as pessoas não ficarem super empolgadas quando você conta isso? Tava lendo o livro sobre Sampa, “A Capital da Solidão”, e lá conta como o Ramalho foi o “primeiro brasileiro” no sentido de já fazer essa mistura do índio com o português; que ele já vivia no planalto onde mais tarde seria fundada São Paulo…se não leu esse livro devia ler, mostra todo o poder “político” que o cara já tinha na época…rs… fora que na cidade onde nasci todo mundo sabe quem é João Ramalho – em São Vicente tem a encenação na praia da chegada do Martim Afonso, e isso todo ano, sendo um evento bem grande e famoso. Bom, sei que ele teve muitos filhos então quando fizer minha árvore genealógica quem sabe não descendo dele? haha Um abraço.

sérgio julho 28, 2011 às 23:17

também descendo do casal Bartira (Isabel Dias, no batismo católico) e João Ramalho (João Maldonado Belbode), como se trata de um casal do século XVI com numerosos filhos, é natural que tenham larga descendência Brasil afora. Historiador, sempre olhei de lado para a genealogia, mas é muito interessante se desenvolvemos um olhar mais apurado, acompanhando as histórias das famílias no contexto de cada época.
Um dos descendentes de João Ramalho, foi Germano Moreira, doador/fundador de Batatais (SP), com numerosa descendência sul-mineira (Aiuruoca)

Pablo agosto 1, 2011 às 11:02

Oi Mariana, tudo bem?

Valeu pela dica do livro e do evento. Vou tentar dar uma conferida nos dois. Que bom que você também acha interessante! Quanto mais valorizarmos o que é caracteristicamentebrasileiro, melhor para todos, eu acho.

Um abraço

Pablo agosto 1, 2011 às 11:05

Oi Sérgio, tudo bem?

Pois é, realmente, sou descendente de João ramalho por meio da família da minha mãe que vivia – e ainda vive – no sul de Minas, em varginha. É capaz desse Germano Moreira estar na minha árvore genealógica também. Legal saber que você também compartilha desta genealogia, e a valoriza. Um abraço,

Pablo

César A. Almeida Barboza agosto 4, 2011 às 15:33

Pablo,é um prazer e uma honra saber que você é descendente da índia Bartira.Sei que as pessoas não ficam muito intusiasmadas quando você conta isso!Pois como você tenho uma arvore genealógica bem complexa.Onde minha mãe por exemplo é adotada pela família Almeida,uma das quatrocentonas de São Paulo!Mas como te falei,presumo que seja uma honra ser um descendentes da índia Bartira!Comente-me portanto por favor um pouco,como é ser um descente da índia Bartira?Bom seria se quem tem uma origem tão nobre como a sua recebesse royaltyes por cada coisa publicada e comercializada sobre a índia Bartira?Obrigado pela atenção!

César A. Almeida Barboza agosto 4, 2011 às 15:35

Quem tem uma origem tão nobre como a sua merece muito respeito!E é uma honra saber que existem descendentes da ìndia Bartira.Boa Semana!

Matheus Emerick outubro 4, 2011 às 15:01

também sou descendente de João Ramalho, e Índia Bartira descobri essa semana…

bartira novembro 5, 2011 às 21:07

Oi
Como viu meu nome é Bartira e tenho muito orgulho, adoro o meu nome e o que ele significa. Mas é uma vergonha que no nosso país quase ninguem saiba quem foi ela
a maioria me pergunta de onde meu pai tirou esse nome ,aí eu explico : da história do Brasil, conhece? rs
Não conheço minha árvore genealógica, pois meu pai um é índio vindo do Acre ,então sua família não tem registros. Mas vc deve com certeza ter muito orgulho ,pois pelo pouco que se sabe, ela foi admirável. Parabéns

José Eduardo Ramos de Oliveira dezembro 28, 2011 às 13:52

Olá Pablo. Também sou descendente de João Ramalho e de Bartira por parte de mãe (Galvão Bueno). Realmente o sobrenome do pai dele, que eu saiba, era Maldonado e Ramalho veio pelo tipo de barba que ele usava. Mas um fato muito interessante que li em minhas pesquisas, é que algumas pessoas acreditam que ele possa ter chegado ao Brasil mesmo antes de Cabral (talvez de um naufrágio mesmo)! Difícil provar contra ou a favor, mas de qualquer maneira é sempre bom ver pessoas que valorizam sua ascendência. Eu valorizo, não por pretender ser melhor que alguém, mas por saber que minhas raízes, meu DNA, está profundamente ligado às origens do Brasil e por ter um gostoso sentimento de que quase todo mundo de sobrenome conhecido neste país tem alguma possibilidade de ser meu parente. Um grande abraço avocê e os leitores deste.

Chris Rio abril 22, 2012 às 22:48

Pablo, querido, se VC é um descendente de João Ramalho e Bartira, que descende do Cacique Tibiriçá e Potira, somos parentes brasileiros e não imagina o quanto fiquei feliz ao ler a sua publicação… Senti-me no meio de uma OCARA ao encontrar tantos familiares. Tenho pesquisada, a Árvore Genealógica completa não me faltará oportunidade para publicá-la… Aguarde

Anselmo Roberto de Castro Sales maio 9, 2012 às 7:50

Em pesquisa rescente foi abordado que JOÃO RAMALHO chegou nas terras de Vera Cruz (BRASIL) em 1492, por ordem do Rei Dom João II, sendo ele homem de confiança do Rei e escudeiro da rainha, missão recebida, para fins de constatar a existências das terras, o qual deu ensejo a assinatura do TRATADO DE TORDESILHAS em 1494. Sabe-se que Dom João II – OPrincípe Perfeito- havia varios inimigos na corte portuguesa, tendo sido assassinado logo após. Por tais razões, agora por hipótese, talvés João Ramalho preferiu ficar por estas bandas. (destino ?)
Ainda, João Ramalho faleceu no Brasil – São Paulo em 1580, com 110 anos.

Martins maio 19, 2012 às 19:04

É Pablo, isto é uma viagem … existem muitos aspectos e histórias por trás deste personagem. Vale a pena investigar mais, com metodologia científica. Venho reunindo a mais de 20 anos informações sobre este ramo. Vale ressaltar que Piquerobi era irmão de Tibiriçá (Tibiriçi) e que não concordava com o acordo feito pelo irmão com os portugueses e que Caiubí (Caa-ubi), outro irmão, apoiava Tibiriçá … o bandeirante Borba Gato, o poeta Paulo Eiró, e um Frei conhecidos, Pedro Taques e outros importantes personagens são nossos primos distantes … reza a lenda que o Brasil já era descoberto (acobertado) e João Ramalho seria um náufrago ou havia se interessado pelo modo de vida indigina. Dizem que ele tinha tanta influência com os índios que era capaz de reunir 5 mil para uma reunião entre a manhã e uma tarde, imagine isto sem celular … daí a facilidade dos portugueses assumirem o “descobrimento”. Tibiriçá era considerado um “rei” aqui … guardião da terra!
Sobre Bartira (a Flôr), batiza como Izabel Dias, ninguém sabe onde foi enterrada, se em Portugal ou aqui.

Anselmo Roberto de Castro Sales maio 29, 2012 às 6:31

MARTINS, Bartira foi enterrada no Paço do Colegio de Piratininga em São Paulo.

bartira tamires junho 16, 2012 às 9:06

olá pablo não sei se sou descendente da bartira ,porem meu nome foi dado por homenagem a ela e por parecer com uma india, me chamo bartira tamires..eu tenho o livro de jo-ao ramalho antigo a qual foi me dado de presente para que eu soubesse de toda história do meu nome …eu me indentifico muito com a história dos dois pois a muito quando criança ,me peguei varias vezes a sonhar como se eu estivesse na história nunca me cansei de ler ele esta guardado com todo carinho pois eta velho e algumas paginas ja se soltaram..gostaria muito que descobrisse se tenho parentesco com ela pois sou de raiz indigena e isso me faria muito feliz pois como o amor dos dois ,sonhei com um assim para mim a vida toda e ainda sonho ..obrigada por expor a todos nós essa linda histtória de amor

maria das neves ramalho julho 29, 2012 às 0:06

Meu pai e minha mãe são primos, ambos da família “Ramalho”, do sertão da Paraíba, mais precisamente, “Vale do Piancó”, portanto, também suponho ser descendente de João Ramalho e Bartira. Porém fiquei muito feliz em saber que João Ramalho era judeu, por ser um povo escolhido por Deus, porém o Senhor Jesus permitiu aos gentios a oportunidade de também se tornarem “filhos de Deus”. Para isso basta reconhecer, declarar e obedecer os Mandamentos do Senhor. Toda honra e toda glória ao Cristo Jesus!

Ralpho Luiz do Amaral Stahel agosto 8, 2012 às 16:48

Pablo:
O primeiro (e quem sabe único) trabalho sério sobre a genealogia das famílias paulistas foi feito entre 1905 e 1910, intitulado “Genealogia da Família Paulista. E pesquisando por esses livro (são 4 ou 5 volumes) chego à conclusão que somos aparentados, à semelhança de milhares de outras pessoas.
Com efeito, se imaginarmos que cada filho teve 3 filhos, ao longo de 16 gerações teremos 43 milhões de pessoas que descendem de João Ramalho e Bartira.
Se imaginarmos proles de 2 filhos, apenas, seremos 65.000 “primos em décimo sexto grau”. E vejo que V se declara como décima oitava geração (da mesma geração de meus netos), lembrando que proles de 10 ou mais filhos eram comuns. Como exemplo, meu bisavô teve 13 filhos, dos quais 12 tiveram filhos, e em geral mais de 4 ou 5. As proles grandes deixaram de existir na minha geração: nascidos pelos anos 1940.
Coragem, portanto!
Um abraço de primo em 16 grau.

vanessa agosto 9, 2012 às 11:04

Oi Pablo, existe um livro, mas precisamente uma autobiografia de Yolanda Penteado, e neste livro ela conta toda a história de João Ramalho e Bartira, pois sua família também descende deles, por ela ser uma pessoa que nasceu no início do século passado, ela sabe muito a respeito, ela conta toda a história no primeiro capítulo do livro, e ele se chama Tudo em cor de Rosa, procure ler será interessante para você.
Vanessa.

Lauro setembro 9, 2012 às 12:30

Parabéns pelo artigo, também sou descendente de João Ramalho, assim como toda a torcida corintiana, aliás, 90 % dos brasileiros são descendentes do casal.

Rafael Bernardes outubro 27, 2012 às 6:52

Tb tenho parentesco com João Ramalho, Bartira não tenho certeza. Segundo a lenda, ele teve dezenas de descendentes, e um desses, veio navegando para Minas, Atraves provavelmente do rio tiete, subindo o parana, chegando na região de Minas subindo o rio grande até suas nascentes no centro oeste mineiro.
Vou pegar umlivro que cita o desfecho e postarei em breve, abraços
Rafael Bernardes

Tania Maria Ribeiro de Oliveira novembro 23, 2012 às 14:39

Oi Pablo! Hoje cliquei no google para saber sobre João Ramalho e a índia Bartira. Eu também cresci ouvindo meu pai contar que somos descendentes desse casal. Sou neta de Antonio Olinto Ribeiro e Irene de Oliveira Ribeiro. Não tenho mais informações, meus avós morreram cedo e meu pai Gentil Ribeiro de Oliveira, faleceu aos 54 anos. Você poderia me enviar a árvore que você tem? Obrigada

André Garcia março 31, 2013 às 15:07

Olá Pablo, achei o seu texto inspirador e citei alguns trechos dele em um ”artigo” do meu recente blog, segue o link: http://meusanguebrasileiro.blogspot.com.br/2013/03/os-ramalhos-os-primeiros-amarais.html
Uns 90 % do texto são sobre seu ancestral, espero que goste.

Rogério Freire Graça abril 10, 2013 às 5:06

Sou historiador, nascido em Sergipe, com um ramo paulista que descende diretamente da índia Bartira. Minha Trisavó Maria Eulália de Magalhães Dias, nascida em Parati, veio casada para Sergipe (no final do século XIX) e trouxe consigo o ramo de uma neta de Bartira, chamada Paula Camacho ( filha de Catarina Ramalho e de Bartolomeu Camacho).

Maria Francisca Vital abril 14, 2013 às 19:10

Boa noite, Pablo.
Estou fazendo a árvore genealógica e tb descobri ser descente do Cacique Tibiriçá.
Descendo a árvore, cheguei até meu 3º avô Joaquim Antonio de Carvalho, nascido lá prás bandas do Sul de Minas Gerais.
Fiquei muito orgulhosa e agora estou mais feliz ainda de saber que você e mais outras pessoas também são descendentes do nobre colaborador para a fundação da cidade de São Paulo.
Visitei a tumba dele, na Catedral da Sé e me senti muito honrada.
Um forte abraço para você.

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